A especialista em felicidade corporativa e pesquisadora Renata Rivetti traz ao Inteligência Orgânica dados preocupantes sobre os impactos do hiperconsumo digital, revelando que 71% dos jovens brasileiros se sentem tristes ao utilizar as redes sociais e 21% declaram não ter ninguém com quem contar. Apoiando-se nos estudos da ciência da felicidade, Renata explica o achatamento inédito da tradicional curva em “U”, que transformou a juventude na camada mais infeliz da população devido à sobrecarga de estímulos, à comparação constante e à perda do sentido vital. Com base na definição de Arthur Brooks, ela enfatiza que a felicidade sustentável exige o equilíbrio entre a alegria eudaimónica, a satisfação por conquistas e, sobretudo, a construção de um significado profundo para a existência.
Inspirada pelas suas pesquisas na Finlândia e na Dinamarca, a especialista contrasta a “felicidade irracional” e passiva do brasileiro com a infraestrutura de bem-estar dos países nórdicos, onde a proibição de telemóveis nas escolas e o respeito ao descanso são prioridades nacionais. Renata critica o “happy washing” de empresas que oferecem soluções superficiais sem alterar dinâmicas exaustivas como a escala 6×1 ou o “dia de trabalho infinito” imposto pelas mensagens de WhatsApp. Defensora da implementação da semana de quatro dias (4×3), ela demonstra que a produtividade real e a saúde mental dependem da pausa e do cultivo de relações humanas profundas, que permanecem como o maior preditor de uma vida plenamente realizada.
Assiste ao vídeo completo no YouTube para descobrires como reestruturar a tua rotina e construir uma felicidade com significado real.






