(JORNAL DA TARDE) – Sandra Bullock, 61, falou sobre a morte de Bryan Randall, seu companheiro por oito anos, em uma rara entrevista sobre a vida pessoal. O fotógrafo morreu em agosto de 2023, aos 57 anos, após enfrentar esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Em participação no podcast “Smartless”, a atriz afirmou que Randall pediu que a doença fosse mantida em sigilo. Durante parte do período, apenas a irmã de Bullock, Gesine Bullock-Prado, sabia do diagnóstico.
“Ele me pediu para não compartilhar. Eu sei por que ele me pediu para não compartilhar”, disse. Segundo a atriz, manter a condição em segredo acabou aumentando seu isolamento durante o período em que cuidava do companheiro e dos filhos.
A situação se tornou ainda mais difícil durante a pandemia de Covid-19. Bullock definiu aquele período como uma “tríade bastante sombria”, ao conciliar os cuidados com Randall e a criação das crianças.
Com o tempo, ela contou o que estava vivendo às amigas Jennifer Aniston e Amanda Anka, mulher do apresentador Jason Bateman. Foi também nesse período que percebeu que o luto havia começado antes da morte de Randall.
“Acho que comecei a lamentar a morte de Bryan quatro anos antes de ele falecer”, afirmou. Para Bullock, a doença já havia alterado a relação. “Minha pessoa partiu muito antes do corpo”, disse.
Segundo a atriz, Randall passou doente pelo menos metade dos oito anos em que os dois ficaram juntos. Ela afirmou que só conseguiu processar parte do que havia vivido depois da morte dele, quando deixou para trás a rotina de cuidados.
Bullock e Randall começaram a se relacionar em 2015, depois que o fotógrafo foi contratado para registrar o aniversário de cinco anos de Louis, filho da atriz. O casal tornou público o relacionamento meses depois, em uma première em Los Angeles.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva e acarreta paralisia motora irreversível, de acordo com o site oficial do Ministério da Saúde. Não há cura para a ELA. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e podem morrer precocemente como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, se movimentar, engolir e até mesmo respirar.








