A Coreia do Norte realizou hoje testes de lançamento de vários mísseis balísticos, os últimos de uma série de exercícios efetuados nas últimas semanas, anunciou o exército sul-coreano.
“As nossas forças armadas detectaram vários mísseis balísticos não identificados lançados em direção ao mar do Leste a partir da região de Sinpo, na Coreia do Norte, por volta das 06h10 locais [22h10 em Lisboa]”, informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, referindo-se à área marítima também conhecida como mar do Japão.
“Reforçamos nosso sistema de vigilância e alerta em antecipação a possíveis novos lançamentos”, acrescentou.
Horas antes, a agência de notícias sul-coreana Yonhap já havia informado sobre o teste de lançamento de pelo menos um míssil balístico.
O lançamento eleva para seis o número de testes conhecidos de mísseis balísticos realizados pela Coreia do Norte desde o início do ano. Em 14 de abril, a mídia estatal norte-coreana noticiou um teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, na presença do líder Kim Jong-un.
Esses testes mais recentes ocorrem em um momento em que a Coreia do Norte continua ignorando as iniciativas do presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para melhorar as relações, que se deterioraram durante o governo de seu antecessor conservador, Yoon Suk-yeol.
Seul chegou a demonstrar preocupação após a incursão de drones civis na Coreia do Norte, em janeiro — um gesto inicialmente classificado como um “comportamento muito positivo e sensato” por Kim Yo-jong, irmã influente do líder norte-coreano. No entanto, posteriormente, em abril, um alto funcionário norte-coreano descreveu a Coreia do Sul como “o Estado inimigo mais hostil” a Pyongyang.
A Coreia do Norte considera seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos como uma garantia de sobrevivência diante do que vê como intenções de invasão por parte da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
Na quarta-feira, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, alertou para um “aumento muito preocupante” das capacidades nucleares da Coreia do Norte, estimadas em “algumas dezenas de ogivas”.






