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Streaming está caro? Preços triplicaram desde estreia da Netflix no Brasil

Redação by Redação
dezembro 30, 2025
in TECNOLOGIA
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Saiba quanto o preço de cada plataforma subiu no país; serviços tentam baratear assinatura ao mostrar anúncios

SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Apesar de hoje oferecerem planos mais baratos, com anúncios exibidos durante filmes e séries, os preços das assinaturas de streaming de vídeo no Brasil triplicaram em algumas plataformas, como a do Prime Video e do Apple TV, nos últimos anos.

Mesmo assim, o interesse pelos serviços cresce. Um estudo da Vindi e do Opinion Box, em agosto, apontou que 48% dos brasileiros pretendem aumentar os gastos com assinaturas até 2030. O levantamento também mostrou que 58% dizem ser contra a exibição de anúncios nas plataformas.

No caso da Netflix, serviço com mais assinantes no país, que vende seu plano mais básico por R$ 20,90 mensais, a inscrição mais barata altera ainda a disponibilidade de alguns títulos, cujo licenciamento com seus criadores, segundo a plataforma, não autoriza a exibição junto a propagandas.

As opções com anúncios começaram a surgir por volta de 2022, quando as empresas enfrentaram altas dívidas. Muitos usuários disseram que as mudanças contrariavam a proposta das plataformas, que, segundo eles, deveriam dar maior autonomia ao espectador, sem intervenções como as da TV tradicional.

Veja quais foram os aumentos dos principais serviços de streaming no Brasil nos últimos anos. A lista considera apenas plataformas de vídeo e os preços de suas assinaturas mensais, sem incluir valores ou pacotes promocionais.

NETFLIX

Com sua chegada no Brasil, em 2011, a Netflix, casa de “Stranger Things” e “Wandinha”, é o serviço que mais teve mudanças. Quando lançada, a plataforma oferecia um plano padrão por R$ 14,90 mensais. Em 2013, quando a opção passou a ser de alta definição, o valor subiu para R$ 16,90, aumento superior ao da inflação daquele ano, e o serviço introduziu o plano Premium, em 4K, por R$ 25,90.

Quase uma década depois, em 2022, após uma série de aumentos, a Netflix criou a inscrição com anúncios por R$ 18,90. Dois anos mais tarde, o plano padrão passou a custar R$ 44,90 mensais, o premium R$ 59,90, e o básico, R$ 20,90, valores que se mantém até hoje e, na época de seu último aumento, também superaram a inflação do ano.

Desta forma, de 2011 a 2025, a opção padrão da Netflix apresentou um aumento de 201% e triplicou. Os menores aumentos anuais aconteceram depois da chegada de outros streamings ao Brasil. Com a alta da concorrência, desde 2019 especificamente a alta foi de 36%.

GLOBOPLAY

Por se tratar de um serviço de assinatura oferecido pela Globo, o Globoplay, lar de novelas como a nova “Vale Tudo” e originais como “Guerreiros do Sol”, sempre exibiu anúncios em seu plano padrão. A plataforma criada em 2015 oferecia uma assinatura por R$ 12,90 mensais no primeiro ano, mas esse valor logo subiu para R$ 15,90.

Em 2019, a Globo disponibilizou uma assinatura sem anúncios pelo preço de R$ 32,90 ao mês e um plano premium, com direito ainda a canais da televisão a cabo operados pela mesma emissora, por R$ 54,90. Em 2025, a inscrição com anúncios passou a custar R$ 22,90, e padrão e premium viraram um só, custando R$ 39,90 ao mês.

Vale lembrar, ainda, que é possível acessar o Globoplay de forma gratuita, sendo possível assistir aos canais TV Globo, Futura, ge tv, Receitas fast, D.P.A fast, Malhação fast, CBN Rio de Janeiro e CBN São Paulo e outros conteúdos gravados.

Na última década, o plano padrão do Globoplay, portanto, aumentou em 77,52%. Desde 2019, quando aumentou a concorrência dos outros serviços de streaming, a alta foi de 21%.

PRIME VIDEO

O Prime Video, serviço oferecido pela Amazon e que exibe séries como “The Boys” e “Os Anéis do Poder”, chegou ao Brasil em dezembro de 2016, mas ainda com valores em dólar -custava US$ 5,99 mensais, numa época em que a moeda valia, em média, R$ 3,30. Pouco tempo depois, pagamentos em reais passaram a ser aceitos, e o streaming passou a cobrar R$ 14,90.

Na época, a plataforma ainda não pertencia ao serviço geral de assinaturas da Amazon, o que aconteceu em 2019, quando a assinatura mensal passou a custar R$ 9,90. Em 2024, o valor dessa inscrição subiu para R$ 19,90, aumento superiores ao da inflação acumulada.

Hoje, o Prime Video oferece um plano com anúncios, criado neste ano, por esse mesmo valor, e a assinatura padrão passou a custar R$ 29,90, reajuste também superior à inflação. Com aumento de 202%, portanto, a inscrição triplicou desde 2019.

APPLE TV

Casa da elogiada “Ruptura” e de duas séries queridinhas deste ano, “Pluribus” e “O Estúdio”, o streaming da Apple também chegou ao Brasil em 2019, quando custava R$ 9,90 mensais, e passou a custar R$ 14,90 em 2022, aumento superior ao da inflação apresentada naquele ano. Em 2025, a inscrição passou a custar R$ 29,90.

O Apple TV também teve o seu valor triplicado, com o mesmo aumento de 202%. Entre os principais streamings disponíveis no Brasil, é o único que ainda não apresenta uma opção com anúncios. Segundo a plataforma, não há planos para que isso mude.

DISNEY+

O serviço da Disney, que traz animações da Pixar e séries do universo “Star Wars”, chegou ao Brasil em 2020, quando custava R$ 27,90 mensais. Em 2024, essa assinatura passou a custar R$ 43,90. Hoje, custa R$ 46,90. O Disney+ oferece ainda uma inscrição básica, isto é, com anúncios, pelos mesmos R$ 27,90 que o plano padrão original custava em 2020.

A plataforma passou a oferecer também, em 2024, uma opção premium por R$ 62,90 mensais e que hoje custa R$ 66,90. A alternativa permite que o usuário acesse também conteúdos da ESPN, não disponíveis nos demais tipos de assinatura.

De 2020 a 2025, o plano padrão do Disney+, portanto, aumentou em 68%.

HBO MAX

Casa de séries aclamadas como “Succession”, “Game of Thrones” e derivados de sagas da Warner Bros. como “Duna” e “It: A Coisa”, a HBO Max chegou ao Brasil em 2021, com dois tipos de assinaturas: o plano móvel, que dava direito a assistir aos conteúdos em uma única tela por vez, por R$ 19,90 mensais, e o plano multitelas, por R$ 27,90.

O preço do móvel permaneceu o mesmo até 2023, ano em que houve uma alteração no multitelas, que passou a custar R$ 34,90. Um ano depois, o móvel virou básico com anúncios, com direito a duas telas, por R$ 29,90, e o multitelas passou a ser o standard, pelo preço de R$ 39,90 mensais, variações que superaram a inflação.

Os valores permanecem ainda hoje e a diferença entre as opções está na quantidade de downloads para acesso a conteúdos quando se está sem conexão com a internet.

Em 2024 a HBO Max também disponibilizou a assinatura platinum, que custa R$ 55,90 ao mês e transmite conteúdos em 4K, enquanto as demais opções são restritas a transmissões em HD.

O plano Standard da HBO Max, antigo multitelas, aumentou em 61% desde 2021.

À luz do anúncio da compra bilionária da Warner Bros. pela Netflix, que ainda aguarda aprovação do governo americano, ainda não há planos para mudanças gerais ou de preços da Netflix e da HBO Max.

ESTADOS UNIDOS

Uma pesquisa divulgada em novembro pelo The Wall Street Journal mostrou o aumento nas mensalidades dos principais serviços de streaming desde 2019 nos Estados Unidos -por lá, o campeão foi o Disney+, que aumentou seu preço em 172%, isto é, quase triplicou.

O Apple TV aparece em seguida, com 160% de aumento, enquanto a Netflix e o HBO Max -lançado em 2020- totalizam aumentos de 38% e 23%, respectivamente.

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