A Guarda Civil espanhola recuperou ao final da tarde de hoje mais seis cadáveres de pessoas que tentaram entrar a nadar em Ceuta, elevando para quinze o número de mortos durante a entrada massiva de imigrantes vindos de Marrocos.
Segundo os dados facultados por fontes policiais à agência de notícias espanhola EFE, os seis últimos corpos também foram recuperados pelos agentes do instituto armado durante a busca nas imediações do espigão fronteiriço do Tarajal.
Todos os cadáveres foram trasladados para as instalações da Guarda Civil no porto de pesca para a realização da autópsia que revelará as causas exatas da morte.
As primeiras hipóteses apontam para que estas pessoas terão falecido por asfixia por imersão ao tentar alcançar a costa de Ceuta neste dia de máxima pressão migratória nas proximidades do molhe fronteiriço sul do Tarajal.
Com os mortos registados esta quinta-feira, sobe para 45 o número de migrantes encontrados sem vida nas águas da costa de Ceuta desde o início do ano.
A Associação Unificada de Guardas Civis (AUGC) garantiu hoje à noite que estão a ocorrer entradas “massivas” de imigrantes pelos perímetros fronteiriços de Ceuta e Melilla.
“A situação é muito complicada”, publicou a AUGC nas redes sociais, para a qual juridicamente seria aplicável a figura da recusa na fronteira “porque não há guardas civis suficientes”.
A associação reclamou ao Ministério do Interior o reforço imediato do dispositivo de segurança das duas cidades autónomas, ao mesmo tempo que expressou todo o seu apoio aos guardas civis destacados nos dois locais.
A fronteira de Beni Enzar, a única operacional entre Espanha e Marrocos em Melilla, permanece encerrada, segundo informou a delegação do Governo na cidade autónoma, que pediu aos cidadãos que não se desloquem até ao perímetro fronteiriço para não dificultar o trabalho das Forças e Corpos de Segurança.
Segundo apurou a EFE em torno dessa zona fronteiriça, na qual terá ocorrido uma tentativa de entrada a correr, ouvem-se tiros.
Elementos da polícia espanhola estão a conduzir vários grupos de pessoas desde a zona fronteiriça.
Fontes policiais indicaram à EFE que as Forças de Segurança do Estado tiveram de intervir para repelir tentativas de entrada ilegal pela fronteira de Melilla.
Como pôde observar a EFE, o vai e vem de patrulhas policiais é constante, tanto no passo fronteiriço como noutros pontos da fronteira, que também está a ser supervisionada a partir do ar com drones e, anteriormente, com helicópteros.








