SÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) que todas as minas nas águas internacionais do estreito de Hormuz foram detonadas ou removidas, e que o Irã foi avisado de que qualquer embarcação que instalar novos explosivos será destruído.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump disse que os Estados Unidos, por meio de sua Força Espacial, estavam monitorando “cada centímetro quadrado” do estreito, uma via marítima estratégica para a cadeia global de abastecimento de energia.
“Está em pleno vigor uma política de tolerância zero à instalação de minas”, disse Trump.
Washington e Teerã não realizam ataques aéreos contra as forças militares um do outro há semanas, mas os ataques a embarcações no estreito de Hormuz prosseguem, enquanto os dois lados disputam o controle da passagem marítima.
A travessia de navios comerciais continua mínima: nesta segunda (24), apenas dois cargueiros transitaram pelo estreito, o menor número desde maio, de acordo com dados públicos de navegação. Antes da guerra, a média era de 120 a 140 navios, a maioria petroleiros, trafegando por Hormuz todos os dias.
As autoridades iranianas insistem que o estreito não será totalmente reaberto até que a Casa Branca atenda às exigências de Teerã, entre elas suspender o bloqueio naval, retirar as sanções contra o petróleo iraniano e descongelar ativos no exterior.
Para conseguir efetivar o fechamento do estreito, o regime iraniano usou um arsenal de cerca de 2.000 minas navais projetadas para flutuar ou serem ancoradas. Desde a década de 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, esse tipo de explosivo é utilizado para atingir os navios na região.
As minas podem ser acionadas por contato ou quando detectam a passagem de uma embarcação. Os modelos mais modernos conseguem ser detonados através de alterações no campo magnético, na pressão da água ou ao ruído dos motores.
Também nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, reuniu-se com o chanceler iraniano Abbas Araghchi em Teerã para discutir a criação de um “corredor temporário por Hormuz”, além de um projeto de retirada das minas, segundo um comunicado conjunto.
“Os dois ministros discutiram um plano em etapas” que inclui “a criação de um corredor temporário conjunto de navegação por Hormuz e um acordo para implementar um projeto conjunto de desminagem do estreito”, afirma a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores de Omã, acrescentando que as negociações para uma solução permanente prosseguiriam.
O fluxo de petróleo pelo estreito foi de 5 milhões de barris por dia na segunda-feira (24), segundo dados preliminares da plataforma de monitoramento de navios Vortexa, abaixo dos mais de 20 milhões por dia registrados antes da guerra -o equivalente a cerca de um em cada cinco barris consumidos no mundo.








