SÃP PAULO, SP (UOL/JORNAL DA TARDE) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pagou US$ 5,6 milhões (cerca de R$ 28,5 milhões) à escritora E. Jean Carroll, que o acusou de abuso sexual e o processou por difamação nos EUA.
O pagamento de US$ 5.625.005,48 foi liberado para Carroll e seus advogados na tarde de ontem. A informação consta em documentos judiciais citados pela revista Forbes.
A liberação ocorreu após Trump tentar adiar novamente o pagamento. Segundo a Forbes, um juiz federal rejeitou a tentativa do presidente norte-americano de retardar o repasse à escritora.
O dinheiro estava depositado em uma conta controlada pela Justiça. Na semana passada, o juiz Lewis A. Kaplan já havia autorizado Carroll a receber os recursos, depois que a Suprema Corte dos EUA rejeitou analisar um recurso de Trump, apurou a Reuters.
O valor corresponde à indenização definida por um júri em 2023, acrescida de juros. Naquele julgamento, Trump foi responsabilizado civilmente por abuso sexual e difamação contra Carroll. O processo é civil, não criminal.
Trump nega a acusação. O presidente norte-americano afirma que o caso nunca aconteceu e diz que Carroll inventou a história.
Carroll afirma que foi abusada sexualmente por Trump em 1996. Segundo a escritora, o episódio ocorreu na loja de luxo Bergdorf Goodman, em Manhattan, Nova York, depois que os dois entraram em um provador após uma conversa sobre a compra de um presente.
A escritora tornou pública a acusação em 2019. O relato foi publicado no livro de memórias “Para que precisamos dos homens? Uma proposta modesta”, tradução livre de “What Do We Need Men For? A Modest Proposal”, lançado naquele ano, segundo a AP (Associated Press).
O júri de 2023 responsabilizou Trump por abuso sexual e difamação. A ação tratava de declarações feitas por Trump em 2022, quando ele chamou a acusação de Carroll de “farsa” e “golpe”, informou a Reuters à época.
Trump também enfrenta outra indenização no caso. Em 2024, outro júri determinou que ele pagasse US$ 83,3 milhões a Carroll por difamação. Essa decisão ainda é alvo de recurso.










