Instalação de The Ordinary questiona excessos do mercado
Uma barraca de frutas muito comum ocupou o coração do Mercado de Pinheiros, em São Paulo, nesse mês de Maio. Nela, frutas com nomes mirabolantes e itens comuns do lar eram vendidos a preços exorbitantes. O limão passa a ser a “cápsula de ácido cítrico realçadora de briho”, vendido a R$950. A maçã, item comum na mesa dos brasileiros, passa a ser chamada de “ativador diário de vitaminad recomendado por médicos”, vendida a módicos R$1299. Itens do lar, como o rolo de sacos de lixo, agora é chamado de “escudos de contenção para proteção atmosférica”, saindo da média de R$30 para R$1025. Essa disparidade é intencional. Porque essa não é uma barraca comum. Estamos falando do The Markup Marchée, um mercado imersivo e estilizado que chegou a 6 cidades-chave ao redor do mundo, inclusive São Paulo.
Instalação de The Ordinary questiona excessos do mercado
A seleção de produtos foi intencional e direcionada ao mercado brasileiro e o que mais consumimos como produtos de nossa rotina. Justamente para criar esse ruído. Cada produto foi pensado para revelar os jargões de marketing e estratégias que marcas utilizam para justificar a inflação de preços na beleza. Estudos mostram que 20% dos consumidores do Reino Unido afirmam que pagariam até £20 a mais por um produto se ele fosse descrito como “mágico”; já nos Estados Unidos, consumidores estão dispostos a pagar 45% a mais pelo mesmo produto se ele tiver uma embalagem mais premium. O ‘The Markup Marché’ convida o público a refletir sobre como estratégias de marketing impactam a percepção de valor e como os produtos pode ser vendo por até 12x mais o próprio valor se comunicado de forma mais milagrosa ou solucionadora.

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“A indústria da beleza nem sempre vendeu a verdade, e seguimos com nossa missão de mudar isso. Não compraríamos itens essenciais do dia a dia com marketing enganoso, então por que aceitar isso na beleza? O ‘The Markup Marché’ foi criado como uma comparação acessível para mostrar como uma linguagem exagerada pode influenciar decisões de compra, servindo como justificativa para inflar preços.”, complementa Amy Bi, VP de marca da The Ordinary.

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Fiel ao seu compromisso com a transparência de ingredientes e integridade de preços, um diferencial que nasceu com a marca e que revolucionou o mercado, onde os skincares costumavam ser caixas-pretas, sem a declaração e disposição de ativos, a The Ordinary usa o ‘The Markup Marché’ para chamar atenção ao uso de linguagem inflada ainda presente na venda de produtos de beleza. O mercado, no entanto, não serve apenas de alerta e enfeite irresponsável. T odos os alimentos apresentados na ativação serão coletados pelo Banco de Alimentos e distribuídos onde são mais necessários. O público também foi convidado a participar: foi possível contribuir via Pix por meio de um QR code disponível no local, e a The Ordinary igualará parte dessas doações.
Ao final, nada no ‘The Markup Marché’ estava realmente à venda. Em vez disso, ao chegar ao caixa, os visitantes receberam brindes — um lembrete do compromisso da marca com transparência, integridade e preços justos, uma estratégia de awareness e de expansão da marca, que já chegou no Brasil suprindo uma demanda por produtos que já chegaram ao Brasil sendo hits de venda e consumo por atender demandas específicas da nossa pele.

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O The Markup Marchée ocupou o Mercado de Pinheiros de 11 a 16 de Maio e gerou uma discussão necessária. E cabe a você, como consumidor, escolher: você o discurso ou o produto?






