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3 em cada 10 paulistas não sabem que falta de atividade física é um risco cardíaco, aponta levantamento

Redação by Redação
setembro 15, 2025
in BRASIL
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A Socesp ouviu 1.765 pessoas na capital e em cidades do interior e litoral paulista. As entrevistas foram presenciais, feitas pelas ligas de cardiologia (alunos de medicina que se juntam para estudar temas relacionados, fazer trabalhos, pesquisas e estudos da área de interesse) no estado de São Paulo

SÃO PAULO, SP ( JT) – Um levantamento da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que 33,5% dos paulistas não sabem que a falta de atividade física é um risco para o coração; 28,7% não praticam nenhum exercício ao longo da semana e 32,8% se exercitam apenas duas vezes no período.

A pesquisa aponta, ainda, que as mulheres fazem mais exercícios do que os homens -56,6% contra 43,4%.

A Socesp ouviu 1.765 pessoas na capital e em cidades do interior e litoral paulista. As entrevistas foram presenciais, feitas pelas ligas de cardiologia (alunos de medicina que se juntam para estudar temas relacionados, fazer trabalhos, pesquisas e estudos da área de interesse) no estado de São Paulo. Os dados completos do levantamento não foram liberados porque a entidade tenta uma publicação internacional em uma revista científica.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo -20,5 milhões de pessoas todos os anos, sendo 400 mil apenas no Brasil. O dado mais alarmante é que 80% dos óbitos poderiam ser evitados com acompanhamento cardiológico, exames preventivos e a adoção de hábitos saudáveis, como não fumar, manter uma dieta equilibrada e praticar atividade física regularmente.

Neste ano, o Dia Mundial do Coração, que é celebrado em 29 de setembro, terá como foco a atividade física, tema escolhido pela federação internacional World Heart Federation, que lança a campanha global Play with heart (Jogue com o coração). No Brasil, a Socesp apoia a iniciativa internacional e promove a mobilização: “Movimente-se com o coração”. O objetivo é incentivar a população a reservar pelo menos 30 minutos diários para se manter em movimento.

O envelhecimento aumenta a tendência à hipertensão, traz riscos ao coração, cérebro e à vasculatura, em geral, segundo Jorge Zarur, diretor da Socesp. É a atividade física que ajuda na proteção.

“Em atividade física, pensamos em três pilares: resistência, que é a musculação, mobilidade e aeróbica, que é a caminhada, a corrida, a pedalada, a natação. Para um envelhecimento saudável, precisa ter musculação. Músculo é longevidade, saúde, vida. Quando pensamos no aparelho cardiovascular, precisamos do aeróbico, que melhora o padrão de relaxamento vascular”, afirma o médico.

“Há uma relação indireta: se não faço exercício físico, aumento o nível da pressão arterial, as taxas de glicemia e colesterol, que também são consequências da perda muscular no envelhecimento. No coração, a aterosclerose é um grande medo -formar placa de gordura, ela entupir e a gente infartar”, diz o cardiologista.

Aterosclerose é doença inflamatória sem cura causada pelo acúmulo de gordura nas artérias, por onde o sangue percorre e garante o funcionamento pleno dos órgãos. Os fatores de risco são tabagismo, pressão alta, diabetes, obesidade, colesterol e triglicérides altos, sedentarismo, e hereditariedade.

Vale um alerta: treinos aeróbicos e de musculação intensos requerem avaliação prévia cardiológica. De acordo com Jorge Zarur, se for uma caminhada ou outro exercício moderado, e o indivíduo tiver até 30 anos, saudável e sem sintomas, não há com o que se preocupar. “Sintomas devem ser acompanhados e a musculação é sempre importante”, acrescenta o especialista.

As diretrizes da OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendam, para adultos e idosos, pelo menos de 150 a 300 minutos por semana de atividade física moderada ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. Esses grupos também devem realizar fortalecimento muscular em, pelo menos, dois dias na semana. “Quanto mais fizer, melhor. Praticar dança, caminhada, corrida, natação, bicicleta… Tudo é melhor que o sofá e as telas.”

No caso das crianças, a prática deve ser mais lúdica. “O que fazemos para elas ficarem quietas? Damos telas. Quando eu era criança, minha mãe me deixava de castigo e eu não podia sair na rua. Hoje o castigo inverteu: ‘você não vai usar o celular e vai para a rua’. Sair, empinar pipa e brincar de pega-pega são o castigo atual”, diz Jorge.

A qualidade do sono e o controle do estresse também são importantes para a saúde do coração. A falta de exercício torna o corpo mais cansado e interfere no sono.

“No outro dia, você não vai fazer exercício porque dormiu mal. Isso vira um ciclo difícil de quebrar. Eu faço cardiologia de consultório. Uma pessoa que nunca teve infarto, AVC, mas está acima do peso e não cuida bem da saúde é difícil de convencer. Ela nunca tem tempo. Aí volta infartada e começa a encontrar tempo, porque entra o medo de acontecer de novo e de morrer”, comenta.

As fake news também são um perigo ao coração, segundo o diretor da Socesp. Ele cita como exemplo o uso indiscriminado de hormônios para fins estéticos -a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantém proibido o “chip da beleza.

“Num primeiro momento, as pessoas se sentem melhor, só que isso traz um grande risco ao coração. Esses hormônios são cada vez mais difundidos, mais utilizados, as redes sociais chancelam e nós estamos um pouco fracos para combatê-los”, explica Jorge.

“Há outras fake news. O colesterol LDL é um grande fator de risco cardiovascular, formador de placa, causa infarto, AVC e alguns colegas jogam na rede social que colesterol não mata ninguém. A ciência e as sociedades americana e europeia de cardiologia batem na tecla que colesterol precisa ser controlado”, completa.

COMO ESCOLHER UMA ATIVIDADE FÍSICA?

Para quem não foi estimulado a praticar exercícios desde criança pode representar um dilema na vida adulta. É o que diz Daniela Agostinho, coordenadora do Departamento de Educação Física da Socesp. Às vezes, a pessoa não gosta de se movimentar. Nestas situações, a alternativa é experimentar. Para prevenir doenças cardiovasculares, qualquer atividade faz bem.

“Experimente duas aulas de dança, de ritmos diferentes. Se tiver um perfil mais individual para o esporte, tem o tênis, a corrida, que está em alta. Ache um exercício que se identifique um pouco mais para tentar aderir, de fato, à prática”, diz Daniela.

“Movimente-se. Encaixe a atividade no seu dia a dia, no horário mais fácil, nem que seja por períodos curtos. Coloque 20, 30 minutos e vá aumentando. Se não tiver muito tempo, faça todos os dias num tempo menor. Escolha o melhor horário, principalmente para o exercício ao ar livre -que não seja tão quente e nem tão frio. E o combo: temos que dormir e se alimentar bem para conseguir fazer bem o exercício. Acho que isso tem que ser também pensado para a saúde como um todo. Nem só de exercício se faz a qualidade de vida”, finaliza.

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