quinta-feira, 2 de julho de 2026
JORNAL DA TARDE
  • Login
No Result
View All Result
JORNAL DA TARDE
No Result
View All Result
Home ECONOMIA

Empresários atacam PEC 6×1 no Senado; sindicatos e governo defendem

Alisson Sakamoto by Alisson Sakamoto
julho 2, 2026
in ECONOMIA
A A

A proposta que acaba com a escala 6×1 colocou empresários, governo, oposição e centrais sindicais em lados opostos durante audiência pública no Senado nesta quarta-feira (1º). A Proposta de Emenda à Constituição está parada há mais de um mês na mesa do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e ainda não tem data para avançar.

Representantes dos setores de comércio, indústria e transportes criticaram a medida e afirmaram que a mudança pode elevar custos, afetar pequenos negócios e prejudicar a economia. Senadores da oposição também se posicionaram contra o texto.

A PEC prevê o fim da escala em que o trabalhador atua seis dias e descansa um, cria dois dias de folga por semana e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Veja Também

Gasolina também deve acompanhar tendência internacional de queda

julho 1, 2026

Dólar fecha em R$ 5,21 com sanções ao PCC e aposta de juros mais altos nos EUA; Bolsa cai

julho 1, 2026

Caixa atinge R$ 1 trilhão em crédito imobiliário com expansão do MCMV

julho 1, 2026

Motta: tarefa de Durigan é hercúlea em unir equilíbrio fiscal e medidas públicas de apoio

julho 1, 2026

Para as entidades patronais, esse tipo de mudança deveria ser definido por negociação entre trabalhadores e empregadores, e não por alteração na Constituição. O presidente da Federação do Comércio de São Paulo, Ivo Dall’Acqua, afirmou que o debate central não deve ser sobre trabalhar mais ou menos, mas sobre aumentar a produtividade do país.

“O problema não é o trabalhador. O problema é a produtividade da economia. Primeiro, precisamos produzir mais riqueza, depois, distribuí-la”, disse.

Do outro lado, representantes do governo e de centrais sindicais defenderam a proposta sob o argumento de que a escala atual aumenta a exaustão dos trabalhadores e reduz o tempo disponível para família, estudo, lazer e descanso.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o impacto econômico da PEC poderia ser absorvido pelas empresas. Ele comparou o custo estimado da medida a aumentos reais do salário mínimo, que, segundo ele, não provocaram fechamento generalizado de empresas nem aumento do desemprego.

“Um trabalhador mais descansado é um trabalhador mais produtivo”, afirmou Boulos.

O ministro também relacionou a discussão à saúde mental dos trabalhadores. Segundo ele, o país registrou recorde de afastamentos por burnout, depressão e ansiedade, reflexo de uma rotina marcada pela exaustão.

A divergência sobre os impactos da PEC também apareceu nos estudos citados durante a audiência. Levantamentos sobre o tema apresentam conclusões diferentes em relação aos efeitos sobre PIB, inflação, emprego e produtividade.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu uma proposta alternativa apresentada pela oposição. O texto mantém a escala 6×1, não reduz a jornada e cria a possibilidade de contrato por hora trabalhada.

Skaf afirmou que uma mudança ampla às vésperas da eleição poderia contaminar o debate e defendeu que a votação fique para depois de outubro.

“Podemos debater, mas não em vésperas de eleição, não com motivação eleitoral”, disse.

No setor de transportes, a preocupação foi com o aumento de custos. O presidente da Confederação Nacional do Transporte, Vander Costa, pediu uma transição mais longa para a redução da jornada. Segundo ele, uma diminuição gradual, de uma hora por ano, permitiria que as empresas se adaptassem melhor.

A PEC aprovada na Câmara prevê 60 dias para o fim da escala 6×1 e 14 meses para a jornada chegar às 40 horas semanais.

As centrais sindicais, por sua vez, defenderam que a mudança é uma demanda histórica dos trabalhadores. O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, lembrou que a jornada de 40 horas já era reivindicada em greves no Brasil desde o início do século passado.

“Todos nós temos o direito de viver. Nós gostamos de trabalhar, sou apaixonado pelo trabalho, mas acho que nós merecemos também viver, estar com a família”, afirmou.

Patah também chamou atenção para o tempo gasto no deslocamento entre casa e trabalho e disse que milhões de brasileiros estão exauridos pela rotina.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, também defendeu a PEC e afirmou que os ganhos acumulados pela economia brasileira nas últimas décadas precisam ser repartidos com os trabalhadores.

“Muito dinheiro na mão de poucos é miséria e desigualdade. Pouco dinheiro na mão de muitos é desenvolvimento, é consumo, é uma economia mais dinâmica”, disse.

Paulo Pereira citou ainda o projeto enviado pelo Executivo à Câmara que aumenta o limite de faturamento dos microempreendedores individuais e autoriza a contratação de dois trabalhadores. Para o governo, a medida poderia ajudar pequenos negócios em um cenário de redução da jornada.

Apesar da pressão de movimentos sociais e sindicatos, a PEC ainda depende de decisão de Alcolumbre para começar a tramitar no Senado. Enquanto isso, o tema segue mobilizando trabalhadores, empresários e parlamentares em torno de uma das principais disputas sobre relações de trabalho no país.

Presidente da Câmara elogiou o esforço do governo Lula para renovar o Plano Safra e afirmou que Dario Durigan enfrenta uma tarefa “hercúlea” ao tentar conciliar equilíbrio fiscal com políticas de apoio ao agronegócio

Estadao Conteudo | 14:47 – 01/07/2026

Empresários atacam PEC 6×1 no Senado; sindicatos e governo defendem

Previous Post

Se avançar, quem o Brasil pode enfrentar nas quartas de final?

Next Post

Atlas/Bloomberg: 37,8% acham que vídeo de Michelle enfraquece muito candidatura de Flávio

Related Posts

ECONOMIA

Gasolina também deve acompanhar tendência internacional de queda

julho 1, 2026
ECONOMIA

Dólar fecha em R$ 5,21 com sanções ao PCC e aposta de juros mais altos nos EUA; Bolsa cai

julho 1, 2026
ECONOMIA

Caixa atinge R$ 1 trilhão em crédito imobiliário com expansão do MCMV

julho 1, 2026
ECONOMIA

Motta: tarefa de Durigan é hercúlea em unir equilíbrio fiscal e medidas públicas de apoio

julho 1, 2026
Governo Lula diz aos EUA que tarifaço prejudica americanos e reduz espaço de negociação
ECONOMIA

Governo Lula diz aos EUA que tarifaço prejudica americanos e reduz espaço de negociação

julho 1, 2026
ECONOMIA

Governo Lula anuncia redução de R$ 0,35 por litro na subvenção do diesel a partir de 1º de julho

julho 1, 2026
Next Post
Atlas/Bloomberg: 37,8% acham que vídeo de Michelle enfraquece muito candidatura de Flávio

Atlas/Bloomberg: 37,8% acham que vídeo de Michelle enfraquece muito candidatura de Flávio

JORNAL DA TARDE

contato@jornaldatarde.com

  • BRASIL
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTES
  • FAMA
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • NEWS
  • POLÍTICA
  • TECNOLOGIA
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© 2025 Jornal da Tarde - Notícias do Brasil e do mundo - ISSN: 1516-294X - contato@jornaldatarde.com

No Result
View All Result
  • BRASIL
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTES
  • FAMA
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • NEWS
  • POLÍTICA
  • TECNOLOGIA

© 2025 Jornal da Tarde - Notícias do Brasil e do mundo - ISSN: 1516-294X - contato@jornaldatarde.com

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies.