O Brasil encerrou 2025 com 9.678 empresas habilitadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para atuar no transporte rodoviário de passageiros, mas apenas 7.450 efetivamente operaram ao longo do ano, segundo o relatório “TRIIP 2025 – Dados Estatísticos”, divulgado pela autarquia.
Segundo a ANTT, a habilitação é uma etapa cadastral que permite à empresa solicitar autorizações e emitir documentos de viagem, mas não significa operação imediata. A entrada e a permanência no mercado dependem de fatores como demanda, viabilidade econômica e estrutura operacional.
Por tipo de serviço, o fretamento (viagens contratadas por grupos) concentrou o maior número: 9.454 empresas habilitadas, com 7.257 operando, o equivalente a 76,8%. No transporte regular interestadual (linhas com venda de passagem ao público), eram 359 habilitadas e 176 operando (49,0%). No semiurbano (ligações entre cidades de estados diferentes em áreas integradas), 20 estavam habilitadas e 17 operaram (85,0%).
Os números por modalidade não devem ser somados para formar o total do setor, porque uma mesma empresa pode estar habilitada e operar em mais de um tipo de serviço ao mesmo tempo; por isso, os totais consolidados consideram empresas distintas, sem dupla contagem.
Em termos de demanda, o sistema transportou pouco mais de 101 milhões de passageiros em 2025, abaixo do pico de 2023 (113 milhões). O semiurbano respondeu por cerca de 50,9 milhões de embarques, o serviço regular por 36,7 milhões e o fretamento por 13,4 milhões, este último com avanço na comparação recente, conforme o relatório.
No total, a taxa de empresas em operação foi de 77,0% em 2025, de acordo com a ANTT.







