Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para marcar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, em 15 de agosto, e em outras ocasiões.
O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, também visitou Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda.
O santuário xintoísta em Tóquio homenageia cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também preserva a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial.
Em comunicado, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China destacou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a “criminosos de guerra”.
As visitas de autoridades japonesas a Yasukuni frequentemente provocam indignação em Pequim e Seul, uma vez que a China e a península coreana foram palco de atrocidades cometidas pelas forças militares japonesas na primeira metade do século XX.
“Nenhum pretexto pode ocultar a verdadeira intenção dos políticos japoneses, que é anular o veredicto sobre os criminosos de guerra, encobrir os crimes de guerra do Japão, distorcer os fatos históricos e abrir caminho para a aceleração da remilitarização”, enfatizou o porta-voz chinês.
“Isto constitui uma afronta à justiça histórica, um desafio às normas fundamentais da civilização e uma provocação contra a ordem internacional do pós-guerra. Tal conduta foi firmemente rejeitada pela grande maioria da comunidade internacional”, acrescentou.
Na visão de Pequim, refletir sobre a história e abordá-la “de forma correta” era um “requisito importante” para o retorno do Japão à comunidade internacional após o conflito, constitui a base política das relações de Tóquio com os países vizinhos e é, acima de tudo, uma “medida fundamental” para o compromisso do arquipélago com o “desenvolvimento pacífico”.
“Instamos o lado japonês a refletir seriamente sobre seu histórico de agressão, romper de forma decisiva com o militarismo e conquistar a confiança de seus vizinhos asiáticos e do resto do mundo por meio de ações concretas”, concluiu o porta-voz chinês.
Nenhum primeiro-ministro japonês em exercício visitou Yasukuni desde 2013, quando uma visita de Shinzo Abe ao santuário provocou uma reprimenda do aliado mais próximo de Tóquio, os Estados Unidos.
As tensões entre China e Japão se intensificaram no fim de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.











