(UOL/FOLHAPRESS) – Lucas Paquetá negocia o retorno ao Brasil para defender o Flamengo, clube que o revelou. Vendido ao futebol europeu em 2018, o meio-campista viveu uma trajetória marcada por bons momentos, oscilações em campo e problemas fora dele.
Ao longo da passagem pelo Velho Continente, Paquetá defendeu três clubes: Milan, Lyon e West Ham.
Paquetá no Milan
Após se destacar no Campeonato Brasileiro de 2018, Paquetá foi vendido ao Milan. Juventus e Paris Saint-Germain também demonstraram interesse.
A temporada de 2019 teve altos e baixos. No segundo semestre, o brasileiro disputou apenas 17 partidas, com um gol e duas assistências. Na comemoração do gol, homenageou as vítimas do incêndio no Ninho do Urubu.
Apesar de contrato de cinco anos, Paquetá permaneceu apenas uma temporada. No segundo semestre, com 27 jogos, passou a despertar o interesse de outros clubes e acabou negociado com o Lyon por cerca de R$ 150 milhões. O Milan havia pago aproximadamente R$ 162 milhões.
Melhor fase no Lyon
A mudança para a França foi decisiva para o crescimento do jogador. Mais adaptado ao futebol europeu, Paquetá teve duas temporadas consistentes.
Em 2020/21, foram 34 jogos e 17 participações diretas em gols. Na temporada seguinte, disputou 44 partidas, com 18 participações. O bom desempenho chamou a atenção da Premier League.
O West Ham avançou na negociação e pagou cerca de R$ 216 milhões, tornando Paquetá a contratação mais cara da história do clube inglês.
Problemas fora de campo no West Ham
Na Inglaterra, Paquetá teve números inferiores aos registrados no Lyon, mas se destacou pelo talento, dribles e assistências, tornando-se peça-chave da equipe. A melhor temporada foi a de 2023/24, com oito gols e sete assistências em 43 partidas.
O desempenho atraiu o interesse do Manchester City, comandado por Pep Guardiola. O clube chegou a oferecer cerca de R$ 437 milhões, mas o West Ham recusou.
Pouco depois, a carreira do brasileiro sofreu um forte abalo. Em maio de 2024, Paquetá foi acusado de suposta manipulação de resultados, por forçar cartões amarelos em jogos do West Ham. A Federação Inglesa abriu investigação, que se arrastou por quase dois anos.
O processo afetou o desempenho e a saúde mental do jogador. Em julho de 2025, ele foi absolvido de todas as acusações, mas o desgaste já havia influenciado sua decisão de deixar a Europa.
Negociação com o Flamengo
Com o cenário de retorno ao Brasil, Paquetá passou a priorizar o Flamengo, clube com o qual mantém forte identificação e onde estaria mais próximo da família. O jogador também recebeu sondagens de equipes da Itália e da Inglaterra, como o Chelsea, mas descartou as possibilidades.
O UOL apurou que o West Ham está disposto a negociar o atleta nesta janela de transferências. A principal divergência envolve valores: o clube inglês estima a venda em cerca de 50 milhões de euros, aproximadamente R$ 320 milhões.
Ainda não há proposta oficial do Flamengo. As partes devem se reunir nos próximos dias para definir o futuro de Paquetá. A vontade do jogador de voltar ao Brasil é vista como o principal trunfo rubro-negro na negociação.






