Virginia
Virginia Fonseca, 27 anos, e a WePink foram alvo de uma ação na Justiça após uma fã ganhar um sorteio que prometia um encontro com a influenciadora, mas o compromisso nunca aconteceu. A autora do processo pediu R$ 30 mil por danos morais, mas teve o pedido negado pelo Juizado Especial Adjunto Cível de Rio Bonito, no Rio de Janeiro.
Apesar de reconhecer que houve descumprimento contratual, a Justiça entendeu que o episódio não ultrapassou os limites de um transtorno comum e classificou a situação como um “mero aborrecimento inerente ao cotidiano”. A decisão foi divulgada inicialmente pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo, e posteriormente repercutida por outros veículos.
A situação começou em janeiro de 2025, quando Carla Verônica Batista Ramalho participou de uma live promocional da WePink no Instagram.
Segundo os autos, ela foi sorteada em 19 de janeiro de 2025 e teria direito a um encontro com Virginia, além de despesas relacionadas à viagem, como transporte, hospedagem e alimentação.
Entretanto, o encontro não aconteceu. De acordo com o processo, Carla tentou durante meses encontrar uma data para receber o prêmio. Entre fevereiro e dezembro de 2025, ela teria feito contatos com os responsáveis, mas não conseguiu agendar o encontro.
Ao se deparar com inúmeras dificuldades para realizar o encontro, a WePink apresentou uma alternativa à fã. A empresa ofereceu R$ 1.500 em dinheiro e 20 produtos da marca. Carla aceitou a proposta.
No entanto, segundo os autos, apenas 18 dos produtos foram inicialmente entregues. Os dois itens restantes não estavam disponíveis em estoque, conforme destacou a defesa da empresa.
Assim, Carla pediu que os produtos faltantes fossem entregues e ainda solicitou R$ 30 mil por danos morais, alegando o descumprimento do que havia sido oferecido no começo.
Virginia Fonseca
Defesa de Virginia se manifestou no processo
Quando a ação veio a público, a equipe de Virginia afirmou que o encontro não havia sido realizado em razão da dificuldade de conciliar a agenda dos sócios da WePink.
Em nota enviada ao Metrópoles em março deste ano, a empresa afirmou que, para não deixar a cliente sem uma compensação, ofereceu os R$ 1.500 e produtos da marca.
“Dado o contexto e o acordo firmado entre as partes antes do ajuizamento da ação, que, inclusive, foi cumprido, visto que houve o pagamento de R$ 1.500,00 e o envio de 18 perfumes, entendemos que a ação é improcedente”, afirmou a defesa na ocasião.
Durante o andamento do processo, a própria autora informou que os dois produtos que faltavam foram entregues em março de 2026. Ela também teria recebido um item extra.
Com isso, o pedido relacionado ao fornecimento dos cosméticos perdeu o objeto. Logo, a Justiça reconheceu que houve inadimplemento contratual, mas entendeu que a situação não foi suficiente para caracterizar dano moral.
O episódio foi definido como um “mero aborrecimento inerente ao cotidiano em razão do inadimplemento contratual, incapaz de violar qualquer direito da personalidade da parte autora”. Por esse motivo, o pedido de R$ 30 mil foi rejeitado.
Procurada pelo iG após a nova decisão, a equipe de Virginia afirmou: “não iremos comentar o assunto, mas agradecemos o espaço”.






