Uma mulher que passou anos sofrendo com fortes dores abdominais descobriu que carregava no corpo um objeto semelhante a uma agulha cirúrgica de quase 4 centímetros. Agora, ela processa um dos hospitais mais conhecidos de Nova York, nos Estados Unidos, e três médicos.
Segundo o site australiano news.com.au, Jana Petriganova DeGregoris afirma que o objeto foi deixado em seu abdômen durante um dos procedimentos cirúrgicos aos quais foi submetida no Mount Sinai Hospital, em Manhattan. A mulher é enfermeira especializada em cuidados cardiotorácicos e trabalha na própria rede Mount Sinai desde 2013.
O objeto só foi descoberto em 14 de outubro de 2025, quando Jana passou por uma tomografia. A paciente precisou posteriormente ser submetida a uma nova cirurgia para retirá-lo.
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Mulher afirma ter sofrido com dores durante anos
De acordo com a ação apresentada à Justiça, Jana sofreu “lesões graves”, além de intensa dor física, enquanto o objeto permaneceu em seu abdômen.
A paciente havia passado por uma cesárea em 28 de junho de 2018 no Mount Sinai Hospital. Mais de três anos depois, em novembro de 2021, voltou à instituição para realizar uma abdominoplastia e uma cirurgia laparoscópica para correção de uma hérnia umbilical.
A ação sustenta que o objeto foi deixado no corpo da paciente durante um desses dois procedimentos.
Embora Jana relacione o início das dores ao período posterior à cesárea, ainda não foi determinado em qual das cirurgias a agulha teria sido esquecida.
Agulha tinha quase 4 centímetros
A tomografia realizada em outubro de 2025 revelou a presença do objeto no abdômen. Segundo os relatos sobre o processo, a agulha media aproximadamente 1,5 polegada, o equivalente a cerca de 3,8 centímetros.
Depois da descoberta, Jana precisou passar por outra cirurgia para a retirada do objeto.
A enfermeira e o marido, Gerard DeGregoris, entraram com uma ação na Suprema Corte de Manhattan em 24 de setembro deste ano.
O processo é movido contra o Mount Sinai Hospital e três médicos envolvidos nos procedimentos realizados na paciente.
O casal acusa os profissionais de negligência médica e pede uma indenização por danos, mas o valor não foi especificado.
Hospital e médicos são processados
A ação judicial aponta como réus, além do hospital, os médicos Isabel Blumberg, Philip Torina e Scott Nguyen.
Segundo o news.com.au, o Mount Sinai Hospital e os médicos citados não haviam se manifestado sobre as acusações.












