Um dos locais religiosos mais importantes para o catolicismo ortodoxo esteve em chamas durante a noite de domingo, 14 de junho, após um ataque russo à capital da Ucrânia.
A informação foi veiculada pela conta do X do Metropolita de Kyiv e de toda a Ucrânia, Epiphanius, o líder da Igreja Ortodoxa no país.
“O telhado de um dos locais mais sagrados do mundo cristão – a Catedral da Dormição da Lavra de Pechersk, em Kyiv – está em chamas”, anunciou o metropolita numa publicação onde considera que o incêndio é “mais um crime russo contra a humanidade, contra a história, contra o cristianismo”.
“O que mais terá de fazer o anticristo do Kremlin para que o mundo perceba que é necessário tomar medidas decisivas para que o terror russo contra a Ucrânia e contra os próprios princípios da paz chegue ao fim?”, questionou, publicando, de seguida, um vídeo da catedral a arder.
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Para além de ser considerado um dos locais mais sagrados da religião ortodoxa, a catedral faz também parte do patrimônio mundial da UNESCO. Segundo o Guardian, há relatos de, pelo menos, seis pessoas feridas neste incêndio.
Para além do ataque à catedral, as autoridades ucranianas relatam ainda outros 16 locais visados na ofensiva russa desta noite por toda a capital – mas não só. Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, as regiões de Dnipro, Donetsk, Zaporíjia, Sumy e Mykolaiv também foram atacadas, sendo que terão sido disparados cerca de 70 mísseis e 611 drones.
Ao todo, e de acordo com Zelensky, há registo de quatro mortos e de 28 feridos, incluindo duas crianças.
A nova ofensiva russa vem após um período de relativa calma entre Kyiv e Moscou, mas também após o presidente dos Estados Unidos ter conversado com ambos os líderes através de chamadas telefônicas separadas. Segundo o Kremlin, Trump e Putin tiveram uma conversa “amigável e franca” no domingo, sem adiantar grandes pormenores sobre o que terá sido debatido.
Trump falou também com Zelensky que, mais tarde, nas suas redes sociais, descreveu a conversa como “ótima”, tendo ambos falado sobre “a guerra, as suas raízes, oportunidades diplomáticas e a posição dos parceiros” ucranianos.
As negociações entre Moscou e Kyiv, mediadas por Washington, estão paralisadas há já vários meses, especialmente numa altura em que as atenções dos Estados Unidos estão viradas para o Oriente Médio e, particularmente, o Irã.









