Grok, inteligência Artificial de Elon Musk
A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, determinou que a rede social X, controlada por Elon Musk, mantenha armazenados todos os documentos internos e dados ligados ao chatbot de inteligência artificial Grok até o final de 2026. A decisão ocorre em meio a fortes críticas ao uso da ferramenta para gerar imagens sexualizadas de mulheres e crianças. As informações são da AFP.
O Grok, que é oferecido gratuitamente aos usuários da plataforma, passou a ser alvo de questionamentos após relatos de que a IA estaria sendo utilizada para modificar fotos reais, criando conteúdos de nudez ou com pouca roupa sem consentimento.
Elon Musk
Na última segunda-feira, a Comissão Europeia classificou esse tipo de material como ilegal e “horrível”, reforçando a gravidade do problema.
Segundo o porta-voz do órgão, Thomas Regnier, a medida amplia uma ordem já enviada ao X no ano passado, relacionada ao funcionamento dos algoritmos da plataforma e à propagação de conteúdo ilícito. A exigência, explicou ele, tem caráter preventivo.
“Estamos dizendo à empresa para preservar seus documentos internos, não descartá-los, porque existem dúvidas sobre o cumprimento das regras e precisamos ter acesso a esse material, se necessário”, afirmou.
Regnier ressaltou que a decisão não representa, neste momento, a abertura de uma nova investigação formal contra a rede social com base na Lei de Serviços Digitais (DSA), que estabelece obrigações rigorosas para grandes plataformas que operam no bloco europeu.
A preocupação, no entanto, não se limita à União Europeia. Autoridades reguladoras de países como Reino Unido, França, Índia e Malásia também avaliam investigar o X por causa da circulação dessas imagens, de acordo com informações da agência AFP.
Um levantamento citado pela Bloomberg aponta a dimensão do problema. Entre os dias 5 e 6 deste mês, a inteligência artificial da plataforma teria gerado cerca de 6.700 imagens por hora classificadas como sexualmente sugestivas ou contendo nudez. O estudo foi realizado pela pesquisadora de mídias sociais e deepfakes Genevieve Oh.
Como começou a polêmica envolvendo o Grok
A controvérsia teve início após o lançamento e a popularização do Grok dentro do X, quando usuários passaram a testar os limites da ferramenta de geração de imagens. Em pouco tempo, começaram a circular exemplos de fotos adulteradas por IA, muitas delas envolvendo mulheres e até menores de idade, o que gerou indignação pública e alertas de especialistas em segurança digital.
Organizações de defesa de direitos e autoridades passaram a cobrar explicações da empresa de Elon Musk, questionando a ausência de barreiras eficazes para impedir o uso abusivo da tecnologia.
Desde então, o Grok vem sendo associado a debates globais sobre deepfakes, exploração de imagem e a responsabilidade das plataformas no controle de conteúdos criados por inteligência artificial.






